Primeiro dia em BH, e tudo o que minha mania de prever as coisas consegue enxergar é muito trabalho e muita chuva. Janeiro parece que vai ser um mês legal, completo meus mal completos vinte e três e anos de idade e avanço cada vez mais no meu segundo quarto de vida, o primeiro foi, por assim dizer, um misto de felicidade despercebida e erros incautos. Mas enfim, foram bons vinte e dois anos.
Não viajei o quanto gostaria, não amei o quanto gostaria, não aprendi o quanto gostaria, mas sei lá... Não faria de outra forma mesmo se pudesse.
O fato é que nesse mês vou tentar manter minha lucidez a maior parte possível do tempo. Não quero tanta “loucura” como das outras vezes em BH, minhas situações financeira e psicológica não permitem grandes excessos.
Voltar pra Curitiba em fevereiro vai ser um pouco precoce, mas o dever me chama...
É estranho voltar pra BH e perceber o quanto está tudo da mesma forma... Uma ou outra mudança aqui e ali, mas de modo geral, está tudo muito igual sempre foi. Sei lá... Isso é estranho pra mim, minha vida mudou tanto desde março que parece eu vivi dez meses e o mundo estagnou no mesmo ponto. De qualquer forma, é bom perceber que as coisas funcionam sem mim e que o mundo vai continuar existindo ainda que amanhã eu não esteja mais aqui – acho que essa consciência é importante pra nossa existência, mais cedo ou mais tarde a gente chega nesse ponto.
E por falar em consciência, no fim do ano aproveitei pra fazer uma análise profunda na minha, e consegui mesmo jogar muita coisa fora, como diria a música: “Eu vi o meu passado passar por mim... E a casa fica bem melhor assim”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário