quatro semanas no eixo bd-bh e posso dizer que muita coisa em mim mudou .. principalmente a minha percepção do mundo e das pessoas ao meu redor. não que eu tenha me decepcionado com muita gente, mas acho que aprendi muito sobre relacionamento humano e como as pessoas se comportam em situações adversas. posso dizer também que me surpreendi (bem) com muita gente.
o fato é que tomei algumas decisões importantes pra minha vida, talvez a principal delas seja realmente seguir carreira acadêmica (se conseguir, claro). e sobre bh? bh pra mim agora só no mestrado mesmo. é uma cidade que eu gosto muito, gosto do estilo de vida que as pessoas levam, mas não é um lugar onde me sentirei bem enquanto estiver me graduando, e como isso ainda vai levar uns 4 anos, até lá bh só de passagem mesmo, rodoviária-aeroporto-aeroporto-rodoviária ... talvez passe uma ou outra noite lá, mas agora tenho certeza de que não tenho mais meu lar em bh, e isso é muito bom! tava complicado administrar três casas, duas vai ficando mais fácil ...
domingo, 30 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
texto 3
Mais uma vez na dois meia dois, mais uma vez escrevendo nisso aqui ... na verdade, acho que só tenho escrito quando estou viajando, pelo jeito essa é a única hora em que realmente paro e desligo minha cabeça. Um mês em Minas já e hoje meu corpo manifestou sua insatisfação com o modo de vida que tenho levado, acordei com uma ressaca (física e moral) muito grande, por pouco não consegui ir trabalhar.
E por falar em trabalho, estou ficando com medo da arrogância que tenho tido, sei que nunca fui muito humilde com relação à minha capacidade técnica de fazer um computador trabalhar, mas ultimamente tô ficando ainda pior, preciso tomar outra injeção de humildade como aquela de Cálculo 2 e voltar pra minha insignificância antes que eu fique ainda mais insuportável.
Uma coisa que sempre observei mas nunca tinha parado pra pensar sobre o porquê é o fato de na rodoviária de Curitiba, eles anunciarem os destinos/empresas dos ônibus a cada embarque e em BH eles simplesmente dizerem que faltam tantos minutos para a próxima partida. Parece uma coisa banal, mas acho que tem muito a ver com a cultura mineira de não perder o trem nunca e também com a mania paranaense de ser formal demais com as coisas. Enfim, quê que isso tem a ver com qualquer outra cosia? Nada, foi só uma coisa que pensei enquanto ficava plantado duas horas esperando o horário do meu ônibus ...
E por falar em trabalho, estou ficando com medo da arrogância que tenho tido, sei que nunca fui muito humilde com relação à minha capacidade técnica de fazer um computador trabalhar, mas ultimamente tô ficando ainda pior, preciso tomar outra injeção de humildade como aquela de Cálculo 2 e voltar pra minha insignificância antes que eu fique ainda mais insuportável.
Uma coisa que sempre observei mas nunca tinha parado pra pensar sobre o porquê é o fato de na rodoviária de Curitiba, eles anunciarem os destinos/empresas dos ônibus a cada embarque e em BH eles simplesmente dizerem que faltam tantos minutos para a próxima partida. Parece uma coisa banal, mas acho que tem muito a ver com a cultura mineira de não perder o trem nunca e também com a mania paranaense de ser formal demais com as coisas. Enfim, quê que isso tem a ver com qualquer outra cosia? Nada, foi só uma coisa que pensei enquanto ficava plantado duas horas esperando o horário do meu ônibus ...
domingo, 16 de janeiro de 2011
texto 2
Uma ideia que sempre me vem à cabeça é esse negócio de “lar”, essa coisa que a gente chama de casa... Não vou refletir sobre isso agora, mas uma “alegoria” sobre essa ideia que pensei enquanto escovava os dentes antes de dormir hoje foi sobre as escovas de dente e seus lugares. É que faz tempo que minha escova de dente não fica num potinho em cima da pia, mas dentro da mochila. Mesmo em Curitiba, guardo minha escova de dente na mochila, em Bom Despacho é assim, e claro que não seria diferente em Belo Horizonte, minha escova e seus acessórios (creme e fio dentais) estão dentro de uma bolsinha (estojo em Belo Horizonte ou penal em Curitiba), mas pode ser também chamado de nécessaire, meio gay isso, né? Mas enfim, é lá o meu porta-escovas. E sabe que isso não é de todo mau? Na verdade, nem tinha me tocado que já tô mais do que acostumado com isso.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
texto 1
Primeiro dia em BH, e tudo o que minha mania de prever as coisas consegue enxergar é muito trabalho e muita chuva. Janeiro parece que vai ser um mês legal, completo meus mal completos vinte e três e anos de idade e avanço cada vez mais no meu segundo quarto de vida, o primeiro foi, por assim dizer, um misto de felicidade despercebida e erros incautos. Mas enfim, foram bons vinte e dois anos.
Não viajei o quanto gostaria, não amei o quanto gostaria, não aprendi o quanto gostaria, mas sei lá... Não faria de outra forma mesmo se pudesse.
O fato é que nesse mês vou tentar manter minha lucidez a maior parte possível do tempo. Não quero tanta “loucura” como das outras vezes em BH, minhas situações financeira e psicológica não permitem grandes excessos.
Voltar pra Curitiba em fevereiro vai ser um pouco precoce, mas o dever me chama...
É estranho voltar pra BH e perceber o quanto está tudo da mesma forma... Uma ou outra mudança aqui e ali, mas de modo geral, está tudo muito igual sempre foi. Sei lá... Isso é estranho pra mim, minha vida mudou tanto desde março que parece eu vivi dez meses e o mundo estagnou no mesmo ponto. De qualquer forma, é bom perceber que as coisas funcionam sem mim e que o mundo vai continuar existindo ainda que amanhã eu não esteja mais aqui – acho que essa consciência é importante pra nossa existência, mais cedo ou mais tarde a gente chega nesse ponto.
E por falar em consciência, no fim do ano aproveitei pra fazer uma análise profunda na minha, e consegui mesmo jogar muita coisa fora, como diria a música: “Eu vi o meu passado passar por mim... E a casa fica bem melhor assim”.
Não viajei o quanto gostaria, não amei o quanto gostaria, não aprendi o quanto gostaria, mas sei lá... Não faria de outra forma mesmo se pudesse.
O fato é que nesse mês vou tentar manter minha lucidez a maior parte possível do tempo. Não quero tanta “loucura” como das outras vezes em BH, minhas situações financeira e psicológica não permitem grandes excessos.
Voltar pra Curitiba em fevereiro vai ser um pouco precoce, mas o dever me chama...
É estranho voltar pra BH e perceber o quanto está tudo da mesma forma... Uma ou outra mudança aqui e ali, mas de modo geral, está tudo muito igual sempre foi. Sei lá... Isso é estranho pra mim, minha vida mudou tanto desde março que parece eu vivi dez meses e o mundo estagnou no mesmo ponto. De qualquer forma, é bom perceber que as coisas funcionam sem mim e que o mundo vai continuar existindo ainda que amanhã eu não esteja mais aqui – acho que essa consciência é importante pra nossa existência, mais cedo ou mais tarde a gente chega nesse ponto.
E por falar em consciência, no fim do ano aproveitei pra fazer uma análise profunda na minha, e consegui mesmo jogar muita coisa fora, como diria a música: “Eu vi o meu passado passar por mim... E a casa fica bem melhor assim”.
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