Nesse momento estou dentro de um ônibus da linha Curitiba – Francisco Beltrão, ônibus esse que vai me deixar em meu destino: Pato Branco. Depois de mais de 1.600km, três ônibus e umas vinte e tantas horas vou finalmente conhecer a minha nova cidade. Há seis meses seria impensável pra mim pensar em sair de BH.
Ainda me é estranho pensar que vou morar no Paraná, um estado que eu não conhecia, um povo que eu não conheço, costumes diferentes dos que tenho, modos de se levar e se enxergar a vida, certamente, diferentes dos que tenho. Mas, enfim, foi a isso que me submeti quando escolhi vir pra cá atrás do meu diploma de engenheiro.
Com certeza, já vou deixando BH com saudades, tenho muitos amigos e amores por aí. Mas é justamente por isso que deixo BH feliz, não saio com mágoa ou ressentimento nenhum. Vou deixar pra trás uma vida que eu realmente gostava de viver em busca de uma outra que pode ser melhor – uma vez li uma coisa sobre trocar algo bom por algo melhor ainda, é mais ou menos isso que sinto.
Pra muita gente, estou sendo maluco por fazer isso. Abandonar uma vida construída em função de uma mera possibilidade. Não tenho nenhum argumento contra isso, realmente é loucura. Mas, quem de nós não precisa de uma loucura de vez em quando¿ Quem de nós sabe viver sendo certo e coerente o tempo inteiro¿ Quem de nós agüenta levar por muito tempo uma vida que não é a sua¿
Pra outras pessoas, estou fazendo a coisa certa, esse é o momento ideal de tentar uma coisa nova, não tenho filhos, peixe, cachorro ou namorada. As oportunidades não costumam bater duas vezes na mesma porta.
Não sei quais dessas pessoas estão certas, e nem quero pensar sobre isso. Tudo o que é sei é que estou indo, e se der certo, deu. Se não der, não deu.
Mas, enfim, de certo é isso aí. Desejem-me sorte! Vou atrás do que quero e acredito ser bom pra mim, o resto se resolve com o tempo.
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