talvez as cartas sem destinatário da madrugada sejam a forma mais pura de expressão que pode atingir um ser humano. explico: pra escrever uma carta de madrugada, o camarada tem que estar sozinho (primeiro aspecto, solidão); a ausência de barulho típica dessa fase do dia é como uma escuridão ou uma luz que vai dominando tudo ao redor (segundo aspecto, silêncio); é comum associarmos madrugada à insônia, e insônia a pessoas com problemas (terceiro aspecto, problema).
pois bem, faça uma mistura desses três ingredientes e temos motivo pra passar várias noites acordados ... sozinho, no silêncio e com alguma coisa desconfortável o homem é capaz de ir longe, e tenho certeza de que muito do que a humanidade produziu até hoje foi feito em momentos como esse ...
enfim, eu tinha uns problemas pra falar aqui, mas acho que vou divagar mais um pouco sobre eles ...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
texto 19
sim, a minha forma de enxergar o mundo impede que eu não publique noventa e oito por centro do que eu penso ...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
texto 17
dois textos em vinte e quatro horas (pouco mais ou pouco menos, tanto faz) não pode representar muita coisa além de 'desespero': des-espero, não-espero. de fato, não espero muita coisa além disso. a merda de uma noite de domingo, isolado do mundo por opção. acho que essas abstinências a que tenho me forçado não estão fazendo muito bem pra mim. preciso repensar isso, não agora, não sóbrio.
de fato, você me feriu. muito, por sinal. mas quer saber? que bom! preciso aceitar que você não é de longe quem eu imaginei que você fosse um dia. honestamente? queria não pensar que você existe, ou pensar que você não existe, sei lá. só queria que você não existisse mesmo. você existe? não, acho que não.
putz, que papo ruim! falar de coisa boa, né? mas há coisas boas sobre as quais se falar agora? talvez houvesse há dez minutos quando pensei que seria possível me sentir melhor jogando ao vento palavras que não consigo ordenar na minha cabeça ... enfim. boa noite.
de fato, você me feriu. muito, por sinal. mas quer saber? que bom! preciso aceitar que você não é de longe quem eu imaginei que você fosse um dia. honestamente? queria não pensar que você existe, ou pensar que você não existe, sei lá. só queria que você não existisse mesmo. você existe? não, acho que não.
putz, que papo ruim! falar de coisa boa, né? mas há coisas boas sobre as quais se falar agora? talvez houvesse há dez minutos quando pensei que seria possível me sentir melhor jogando ao vento palavras que não consigo ordenar na minha cabeça ... enfim. boa noite.
sábado, 6 de agosto de 2011
texto 16
muitas ideias na cabeça - algumas até boas. o problema é que tanto tempo sem escrever me fez perder um pouco a habilidade de ir encaixando as palavras em busca de algum sentido - não que eu tenha tido essa habilidade um dia, mas já foi mais fácil fazer isso ...
o fato é que estou envelhecendo. e sabe como a gente percebe que ficou mais velho? quando começa a estranhar os costumes das pessoas ao nosso redor, e lembra de um tempo onde tudo era diferente. explico ... quando comecei a ouvir música, quando você queria trocar um 'som' com um amigo, precisava ir até a casa dele, levar o cd 'original' e uma fita e ouvir o cd inteiro enquanto o som copiava o disco. isso era maravilhoso! quantas conversas boas a gente não trocava nesse intervalo ... hoje ... bem, todo mundo sabe como é hoje. enfim, não quero parecer um velho ranzinza falando mal do presente e bem do passado ... o fato é que sou de outro tempo. sou do tempo em que a gente trocava cartas! sim! tínhamos que esperar dias, às vezes semanas, até receber a resposta da missiva que havíamos enviado ... era tão bom chegar em casa à noite, abrir o escaninho e ver uma correspondência amiga! olha só eu voltando ao velho ranzinza ...
sei lá ... não era sobre isso que eu queria falar ...
o fato é que estou envelhecendo. e sabe como a gente percebe que ficou mais velho? quando começa a estranhar os costumes das pessoas ao nosso redor, e lembra de um tempo onde tudo era diferente. explico ... quando comecei a ouvir música, quando você queria trocar um 'som' com um amigo, precisava ir até a casa dele, levar o cd 'original' e uma fita e ouvir o cd inteiro enquanto o som copiava o disco. isso era maravilhoso! quantas conversas boas a gente não trocava nesse intervalo ... hoje ... bem, todo mundo sabe como é hoje. enfim, não quero parecer um velho ranzinza falando mal do presente e bem do passado ... o fato é que sou de outro tempo. sou do tempo em que a gente trocava cartas! sim! tínhamos que esperar dias, às vezes semanas, até receber a resposta da missiva que havíamos enviado ... era tão bom chegar em casa à noite, abrir o escaninho e ver uma correspondência amiga! olha só eu voltando ao velho ranzinza ...
sei lá ... não era sobre isso que eu queria falar ...
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